Agenda da titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar nesta quinta-feira inclui visitas a propriedades e seminário sobre modelo desenvolvido pela agricultura familiar do Sul

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, deve cumprir agenda em Seara – SC nesta quinta-feira (7), onde está prevista a participação em um seminário sobre transição do modelo produtivo na agricultura familiar. A atividade é organizada pelas federações da agricultura familiar (FETRAFs) da região Sul e inclui visitas de campo e debates técnicos sobre alternativas ao modelo tradicional de produção. Segundo o coordenador da Fetraf-RS, Douglas Cenci, a agenda integra um processo de diálogo com o governo federal para “convencer e construir” investimentos voltados à transição produtiva no campo.
A programação prevê saída de Chapecó pela manhã e, na sequência, visitas a propriedades de agricultores familiares no interior de Seara. No período da tarde, ocorre a apresentação do método SPDH+, utilizado como estratégia de transição produtiva, além de um debate com lideranças e técnicos sobre os desafios e possibilidades de ampliação dessas experiências. Conforme Cenci, a proposta é mostrar, na prática, que já existe um caminho em construção. “A gente tem um método e está desenvolvendo um modelo que tem capacidade de fazer com que a agricultura familiar avance para uma forma de produção mais adequada”, afirma.

De acordo com o dirigente, o modelo atual apresenta limites e não responde às necessidades da agricultura familiar, especialmente diante das mudanças climáticas. Ele defende que a transição precisa estar associada a políticas públicas estruturantes. “O papel do Estado é fomentar e financiar esse processo, com crédito, seguro agrícola, assistência técnica e acompanhamento das famílias”, pontua.
A expectativa das entidades é que, a partir da visita, seja possível ampliar o alcance das experiências já desenvolvidas na região. Entre os resultados observados, Cenci destaca a redução de custos de produção, aumento da renda, melhoria das condições do solo e maior estabilidade produtiva. “Os agricultores que estão participando têm resultados positivos também na mitigação dos impactos ambientais e na redução dos efeitos das mudanças climáticas sobre a produção”, ressalta. A agenda também deve servir para apresentar ao governo federal caminhos para estruturar um programa mais amplo de incentivo à transição na agricultura familiar no país.




