Nomeação de Fernanda Machiaveli, primeira mulher ministra, é recebida com expectativa positiva pela abertura de espaço para maior aproximação entre o ministério e os projetos estratégicos defendidos pela entidade

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS) avaliou de forma positiva as mudanças no Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que incluem alterações em cargos estratégicos e a nomeação de Fernanda Machiaveli para o comando da pasta. A chegada da nova ministra também marca um momento histórico, sendo a primeira mulher a assumir o ministério, em um contexto de reorganização das políticas voltadas ao setor.
A posse de Fernanda ocorre em um cenário de reestruturação interna e de definição das prioridades para o próximo período, com foco em políticas públicas voltadas à agricultura familiar, como acesso ao crédito, assistência técnica e incentivo à produção sustentável. A expectativa é de que essas ações avancem em sintonia com demandas históricas do setor e com iniciativas já em desenvolvimento nos estados.
Para a FETRAF-RS, o novo cenário abre espaço para maior aproximação entre o ministério e os projetos estratégicos defendidos pela entidade, especialmente nas áreas de transição do modelo produtivo e fortalecimento da produção de alimentos. A federação também projeta avanço nas negociações previstas para 2026, envolvendo políticas de incentivo, ampliação de programas e medidas voltadas às famílias agricultoras.
O coordenador-geral da FETRAF-RS, Douglas Cenci, destaca que a escolha da nova ministra é vista com otimismo pela entidade. “A nomeação da Fernanda como ministra é bem recebida pela FETRAF-RS, ela tem uma boa compreensão sobre os caminhos que precisamos construir para o fortalecimento da agricultura familiar, tem competência, conhecimento e experiência para fazer um bom trabalho, estamos otimistas em relação à sua atuação e já convidamos a ministra para conhecer as experiências exitosas de produção de alimentos e as experiências que estamos construindo na transição do modelo produtivo”, pontuou.
Em seu discurso de posse, a nova ministra afirmou que dará continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, com atenção especial às mulheres, jovens e povos e comunidades tradicionais. “Vamos trabalhar para construir um país onde a juventude queira permanecer no campo, com condições reais de construir seus projetos de vida. Onde as famílias rurais vivam com renda, prosperidade e acesso a máquinas, tecnologia e bioinsumos, apoiadas por uma assistência técnica orientada pela agroecologia”, resumiu.




