
Nesta sexta-feira (5) ocorreu a abertura oficial da Expointer 2025, a cerimônia representou o marco da abertura da maior feira agropecuária da América Latina, assim como foi palco de anúncios importantes para o setor. Com a presença dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) foram anunciados um conjunto de medidas emergenciais voltadas aos agricultores endividados no Rio Grande do Sul, um passo importante diante da dificuldade que atinge o campo após sucessivos eventos climáticos extremos.
O governo federal editou uma medida provisória que disponibilizará cerca de R$ 12 bilhões em crédito subsidiado, contemplando agricultores familiares, médios e grandes produtores, a perspectiva é de atingir até 100 mil agricultores. O pacote prevê juros diferenciados por porte de produção: 6% para agricultores familiares, 8% para médios e 10% para grandes produtores, com prazo de nove anos para pagamento e um ano de carência. Por ser medida provisória, a vigência será imediata.
“Finalmente o governo federal se convenceu de que é necessário socorrer os agricultores gaúchos, a medida comtempla de forma modesta as nossas solicitações, o desafio agora é a implementação e a seleção dos agricultores que mais precisam já que o recuso não deve atender toda a demanda.” Diz Douglas Cenci, coordenador Geral FETRAF-RS.
A FETRAF-RS vinha a tempo apresentando e cobrando do governo federal uma solução aos agricultores endividados. A proposta da federação era que as dívidas dos Agricultores Familiares fossem renegociadas com condições de 12 anos para pagar, 2 de carência e 4% de juros, além da isenção de multas e juros. Embora a medida não atenda por completo a proposta, a federação destaca a relevância desta iniciativa para os agricultores familiares, que enfrentam problemas com dívidas deixadas pelos anos consecutivos de estiagens, enchentes e queda na renda.
“O crédito subsidiado com condições específicas para os agricultores é fundamental para garantir a permanência das famílias no campo e dar fôlego para que possam seguir produzindo alimentos e sustentando a economia local”, avalia Cenci.
A entidade também reforça que o apoio deve ser acompanhado de políticas estruturantes, que fortaleçam a agricultura familiar em áreas como assistência técnica, seguro rural, comercialização e transição para modelos de produção mais sustentáveis.




