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Federação dos trabalhadoes na agricultura familiar do Rio  Grande do Sul

“Construindo um futuro melhor para a agricultura familiar”

Federação dos trabalhadoRes na agricultura familiar do Rio Grande do Sul

“Construindo um futuro melhor para a agricultura familiar”

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FETRAF-RS debate posicionamento político e diretrizes para o desenvolvimento da agricultura familiar

Atividade realizada nos dias 4 e 5 de novembro reuniu lideranças da Federação para elaborar propostas de atuação junto aos governos estadual e federal e definir ações estratégicas para a transição do modelo produtivo

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS) realizou, nesta semana, dois dias de discussões e elaboração de diretrizes para orientar sua atuação no próximo período. A atividade teve como eixo central a construção de propostas voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar, com atenção às políticas públicas, à transição do modelo produtivo e ao fortalecimento da organização sindical.

Um dos principais pontos debatidos foi o posicionamento político da Federação diante dos governos estadual e federal. A FETRAF-RS pretende estruturar uma pauta de reivindicações mais abrangente e apresentar propostas consideradas necessárias para avançar na construção de um novo modelo produtivo, melhorar as condições de vida e de trabalho das famílias agricultoras e ampliar os investimentos no setor. Entre as questões levantadas está a defesa da manutenção da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) no governo gaúcho.

O coordenador geral da FETRAF-RS, Douglas Cenci, explicou que a Federação pretende solicitar espaços de diálogo com os dois governos para apresentar e negociar as medidas propostas. Segundo ele, há dificuldades para avançar na implementação de políticas mais eficientes, especialmente no que diz respeito à transição do modelo produtivo e à melhoria das condições de vida no meio rural. “Vamos construir um processo de estruturação da pauta e de negociação, tanto estadual quanto federal, apontando as medidas estruturantes que entendemos necessárias. Também vamos fazer a cobrança dos governos sobre essas questões”, afirmou Cenci. Em relação ao Rio Grande do Sul, a Federação pretende atuar pela manutenção da SDR e pela ampliação dos investimentos destinados à agricultura familiar.

No âmbito federal, a FETRAF-RS também pretende reivindicar mais recursos para as políticas do setor e uma estrutura ministerial com capacidade técnica e política para conduzir as transformações necessárias. Cenci apontou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar teve poucos recursos para investir na agricultura familiar no último período e defendeu uma equipe com conhecimento e capacidade de execução.

Outro eixo da atividade foi a elaboração de diretrizes e ações para o projeto estratégico da Federação. As discussões resultaram em propostas que têm como referências a transição do modelo produtivo, a reconstrução do modo de vida no campo e o fortalecimento da identidade da agricultura familiar. O planejamento também considera a necessidade de consolidar uma organização sindical atuante, propositiva e combativa, capaz de formular propostas e incidir sobre as políticas públicas.

Para o coordenador de Formação da FETRAF-RS, Felipe Toniolo, os dois dias de trabalho permitiram aprofundar as discussões e transformar as linhas estratégicas em encaminhamentos para a atuação da Federação. “Foram dois dias intensos de discussão e elaboração, com o propósito de construir ações e diretrizes em torno das linhas estratégicas para o projeto de desenvolvimento da agricultura familiar. Queremos uma nova realidade para o campo, um novo modelo produtivo, mais qualidade de vida e uma organização forte. Por isso, são importantes atividades como essa. Já estamos implementando ações e queremos propor mais”, pontuou.

A atividade também abriu espaço para o amadurecimento das discussões relacionadas ao Congresso da FETRAF-RS, cuja pauta deverá ter continuidade em uma plenária de final de ano. As definições construídas nos dois dias de trabalho devem orientar a organização das próximas ações e a interlocução da Federação com os governos e demais espaços de decisão.

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