Pavilhão encerra a feira com R$ 14,4 milhões em comercialização, 5,6% acima do resultado de 2025; FETRAF-RS destaca evolução, diversificação e organização dos empreendimentos

Durante nove dias, agricultores familiares de diferentes regiões do Rio Grande do Sul levaram para a Expointer aquilo que produzem, transformam e comercializam ao longo do ano. Nos estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar, o público encontrou alimentos, bebidas, artesanato, plantas e flores, mas também teve a oportunidade de conversar diretamente com quem está à frente dos empreendimentos e conhecer um pouco das histórias e dos processos que existem por trás de cada produto. Ao fim da feira, essa presença ganhou um resultado concreto: R$ 14.401.231,85 em vendas, o maior volume já registrado pelo Pavilhão da Agricultura Familiar e 5,6% superior ao resultado de 2025.
O recorde comercial acompanha também a maior participação da história do espaço, que reuniu 509 expositores de 216 municípios na 49ª Expointer. Para o coordenador-geral da FETRAF-RS, Douglas Cenci, o resultado é consequência de um processo que vem sendo construído pelos agricultores, com avanços na qualidade, na inovação e na diversificação da produção. “A agricultura familiar mais uma vez faz a Expointer brilhar. Com o gradual avanço na qualidade, inovação e diversificação, mais uma vez batemos recorde de comercialização”, avalia.
A participação da FETRAF-RS acompanhou essa dimensão. A entidade esteve representada por 90 empreendimentos de 52 municípios, reunindo agroindústrias familiares, artesanato, plantas e flores e diferentes produtos desenvolvidos pelas famílias. Queijos, salames, panificados, doces, mel, erva-mate, conservas, bebidas, sementes e produtos artesanais estiveram entre os itens apresentados durante a feira.
Por trás da participação dos empreendimentos, houve também um processo de preparação que se estendeu pelos meses que antecederam a Expointer. O secretário-geral da FETRAF-RS, Luiz Carlos Scapinelli, que esteve à frente da coordenação do Pavilhão junto às demais entidades organizadoras, destaca o trabalho realizado pelos agricultores para chegar à feira com produtos preparados para atender ao público. “São meses de preparação. Os agricultores trabalham, capricham, produzem e chegam na Expointer com seus melhores produtos. É muito bom poder dizer que fechamos com chave de ouro”, pontua.
Segundo Scapinelli, o desempenho comercial também está relacionado ao cuidado das famílias na elaboração dos produtos e à capacidade de combinar características tradicionais com novas propostas. “Os agricultores têm muito capricho em fazer os produtos. Levam alimentos com suas receitas antigas, com sabor colonial, mas também levam as inovações que a agricultura familiar produz”, observa.
O resultado comercial também está relacionado ao processo de qualificação dos empreendimentos e à capacidade das famílias de encontrar novos caminhos para a produção. A diversificação permite que matérias-primas produzidas nas propriedades sejam transformadas em produtos com identidade própria e inserção em diferentes mercados. Na Expointer, esse trabalho ganha visibilidade diante de um público amplo e cria oportunidades que podem continuar depois do encerramento da feira.
É nesse ponto que a Expointer assume um significado que vai além dos nove dias de evento. Para a agricultura familiar, estar no maior evento agropecuário do Estado significa apresentar o que é produzido nas propriedades, colocar agricultores e consumidores frente a frente e mostrar que a produção familiar participa de diferentes segmentos do mercado. O pavilhão reúne essa diversidade em um único espaço e permite que o público conheça não apenas os produtos, mas também quem está por trás deles.
Para a FETRAF-RS, o resultado também demonstra a importância dos investimentos e da organização dos agricultores para a participação na feira. “Isso demonstra a importância dos investimentos que são feitos na agricultura familiar e o trabalho da FETRAF em organizar e dar suporte para que os agricultores continuem dando seu melhor”, afirma Cenci.
A Expointer terminou, mas o movimento iniciado no pavilhão continua para os empreendimentos que participaram da feira. A expectativa da FETRAF-RS é transformar a experiência e os contatos realizados durante o evento em novas oportunidades de comercialização. “Saímos satisfeitos de mais uma Expointer e vamos seguir trabalhando para fazer com que as próximas sejam ainda melhores”, conclui Cenci.



