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Federação dos trabalhadoes na agricultura familiar do Rio  Grande do Sul

“Construindo um futuro melhor para a agricultura familiar”

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Formação impulsiona mudança no modelo produtivo da agricultura familiar no Sul

Segunda etapa da Formação do Projeto Terra Solidária foi finalizada e integra conjunto de ações para a Transição do Modelo Produtivo na Região Sul

A formação de técnicos e dirigentes da agricultura familiar voltada à transição do modelo produtivo avançou nesta semana no Sul do país, dentro de um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas por organizações da região e já alcançam centenas de famílias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A estratégia reúne diferentes iniciativas articuladas por entidades da agricultura familiar, com foco na mudança gradual do modelo de produção nas propriedades.

Nesse contexto, foi concluída nesta quarta-feira (1º) a segunda etapa de formação do Projeto Terra Solidária, uma das frentes desse trabalho. A atividade foi realizada entre os dias 30 de março e 1º de abril, em Passo Fundo, reunindo cerca de 30 participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O objetivo foi preparar os profissionais para a aplicação prática do método de transição produtiva nas propriedades acompanhadas.

Nesta etapa, o aprofundamento técnico esteve centrado no método do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças e outras culturas (SPDH+), com o uso de bioinsumos como ferramenta de apoio. A proposta é avançar na qualificação do manejo produtivo, com foco na redução de custos, melhoria da saúde do solo e aumento da eficiência das lavouras. Ao longo dos três dias, foram trabalhados conteúdos como microbiologia do solo, preparo das áreas de cultivo, nutrição inicial das plantas e uso de biofertilizantes.

Também entraram na programação estratégias como plantio de mix de cobertura, definição de espécies, manejo de culturas, maquinários adaptados e o uso do método SPDH+ na produção de leite. O presidente do Instituto de Cooperação da Agricultura Familiar do Brasil (ICAF-BR), Vilson Alba, destacou o caráter aplicado da formação. “Esse projeto tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e o processo de transição do modelo produtivo. A formação tratou de todo o processo envolvendo os bioinsumos, desde a produção até a aplicação nas lavouras”, resumiu.

Como encaminhamento, os participantes organizaram as chamadas Lavouras Coletivas de Estudo, que serão implantadas nas propriedades dos agricultores acompanhados. Esses espaços funcionam como unidades práticas de aprendizado, onde técnicos e produtores se reúnem para testar, avaliar e ajustar as técnicas conforme a realidade de cada área. A proposta é integrar conhecimento técnico e experiência dos agricultores, articulando prática e construção coletiva de conhecimento no campo.


Durante a formação, também foi realizada uma oficina de preparação para a primeira atividade nessas áreas. A lavoura de estudo é a área de produção de um dos agricultores do grupo, onde o grupo se encontra para discutir a realidade da agricultura e construir conhecimento a partir do saber popular e do conhecimento técnico-científico, além de debater e avaliar a aplicação das técnicas.

Conforme explica a técnica do Projeto Terra Solidária, Luana Sotoriva, a formação é de suma importância para técnicos e dirigentes compreenderem as técnicas apropriadas para a transição do modelo produtivo e o uso dos bioinsumos, entendendo onde, como e o quê aplicar em cada solo e cultura. “A demonstração prática é um fator decisivo para o agricultor. Se conseguirmos transmitir esses conhecimentos de forma aplicada, com resultados na redução de custos, na saúde do solo e no rendimento da lavoura, o avanço é direto para as famílias e para a agricultura.”

O Projeto Terra Solidária é desenvolvido em rede pelo ICAF-BR, ICAF-SC, CEASOL e pelas federações da agricultura familiar da região Sul — FETRAF-RS, FETRAF-SC e FETRAF-PR, por meio do edital Terra à Mesa 2, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

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