Tag Archives: FETRAFRS

FETRAF-RS debate sobre os prejuízos com a greve dos caminhoneiros

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 7 de junho de 2018


A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), promoveu na tarde desta quinta-feira, 7 de junho, na sede do Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SUTRAF- Getúlio Vargas), uma assembleia para debater sobre os prejuízos causados no campo devido à greve dos caminhoneiros.

Participaram do encontro produtores de leite, aves e suínos, que apresentaram exemplos das perdas durante os dias de greve, assim como a preocupação com o futuro devido as perdas econômicas.

Nesta sexta-feira, 8 de junho, a FETRAF-RS tem uma audiência na Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), com isso os produtores criaram uma pauta de reivindicações que será apresentada durante a reunião. “Os agricultores solicitam o Crédito de Emergência Alimentar no valor de R$ 10.000,00 as famílias atingidas pela mobilização, assim como a anistia do troca-troca das sementes de milho e forrageiras. Os agricultores estão preocupados e com medo que mais uma vez tenham que pagar a conta, pois entendemos a legitimidade da greve, mas não podemos deixar que somente a agricultura familiar arque com os prejuízos da paralisação”, destacou o coordenador geral da FETRAF-RS, Rui Alberto Valença.

 

Uma homenagem da FETRAF-RS a todos os trabalhadores

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 1 de maio de 2018


A FETRAF-RS deseja nesta terça-feira,  1º de maio, um feliz Dia do Trabalhador a todos que por meio do trabalho e dedicação contribuem para o desenvolvimento do Brasil.

FETRAF-RS se prepara para receber Caravana Lula

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 20 de março de 2018


Visita a Agricultura Familiar ocorrerá na propriedade da Família Pasquetti em Ronda Alta

 A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), está trabalhando na organização da Visita do Lula a Agricultura Familiar que ocorrerá a partir das 9h da próxima sexta-feira, 23 de março, na Comunidade de Capitel Santo Antônio, interior de Ronda Alta/RS. A Caravana Lula visitará a propriedade da Família Pasquetti.

A atividade reunirá participantes dos sindicatos associados de todo o Rio Grande do Sul, de acordo com o coordenador geral da FETRAF-RS, Rui Alberto Valença. “Um dos nossos objetivos é demonstrar para o ex-presidente Lula o sucesso das políticas públicas para a agricultura familiar no período em que ele e a Dilma foram presidentes”, disse.

Caravanas de todo o estado devem participar

A expectativa é que agricultores familiares de todas as regiões do estado participem da atividade. Somente do Alto Uruguai gaúcho, oito caravanas devem sair das cidades da região com destino a Ronda Alta.

Família Pasquetti

Os agricultores Valdemar, Ideno e Vilton Pasquetti, foram contemplados com diversas políticas públicas para a Agricultura familiar como a reforma da casa em que residem, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida Rural. Por meio do programa Mais Alimentos, a família financiou uma caminhonete e um trator, assim como matrizes, vacas leiteiras, resfriador e gerador de energia elétrica, melhorando as condições de vida e trabalho. “ Vamos mostrar para o Lula como as políticas públicas desenvolvidas por ele e pela Dilma mudaram a vida dos irmãos Pasquetti, transformando não somente a vida deles, mas de milhares de famílias de agricultores familiares”, afirmou Valença.

Desmonte das políticas públicas para Agricultura Familiar

A extinção de programas e políticas voltados para a Agricultura Familiar também serão pauta do encontro. “Faremos a denúncia sobre o atual governo que vem desmontando essas políticas públicas conquistadas com muita luta pelos agricultores. A exemplo, do programa Minha Casa Minha Vida Rural e dos juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e do Mais Alimentos que estão subindo, em uma contradição enorme porque a taxa Selic que está diminuindo. Aonde os juros só diminuem para os grandes e aumenta para os pequenos”, afirmou.

A FETRAF-RS durante a atividade também entregará um documento com propostas para um plano de governo a Lula. “ São sugestões para um plano de governo e se tivermos outro pré-candidato ou candidato que queria nos receber fazendo um ato, obviamente que a FETRAF- RS vai entregar suas sugestões, com objetivo de melhorar a vida dos agricultores familiares”, destacou o coordenador.

Agricultor compõe música sobre a Reforma da Previdência

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 29 de junho de 2017


 

 

Confira a composição escrita e interpretada pelo agricultor Dirceu Lazarotto, que também é coordenador municipal do Sutraf da cidade de Viadutos. A música fala sobre as dificuldades dos agricultores e a Reforma da Previdência.

FETRAF-RS reivindica ajuda para agricultores atingidos pelas chuvas

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 14 de junho de 2017


Direção entregou pauta de reivindicações a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Rio Grande do Sul

O temporal dos últimos dias passou, contudo o estrago deixado pelas chuvas no campo está muito presente na vida dos agricultores familiares. Diante dessa situação, a direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), juntamente com a assessoria do deputado Altemir Tortelli, esteve reunida nesta quarta-feira, dia 14 de junho, em Porto Alegre, com o secretário em exercício da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Rio Grande do Sul (CDR/RS), Iberê de Mesquita Orsi, para entregar uma pauta de reivindicações ao governo do estado.

De acordo com a FETRAF-RS, o ano de 2017 embora tenha sido importante para a produção de grãos, superando as expectativas, para a produção de leite e hortifrúti, não foi bem assim, com grandes dificuldades sendo registradas. Devido aos vendavais e excesso de chuva dos últimos dias, diversas cidades do estado foram atingidas, com perdas nas lavouras, pastagens de inverno, silagens, comprometendo a cadeia leiteira e de alimentos, atingindo milhares de agricultores familiares que dependem da produção para subsistência. “Precisamos dessa ajuda, porque muitas famílias foram castigadas pelas fortes chuvas dos últimos dias, muitas tendo grande parte de sua produção perdida. Por isso contamos com o apoio do governo”, finalizou a coordenadora geral da FETRAF-RS, Cleonice Back.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar solicitou ao governo do estado que ajude aos agricultores por meio de um crédito emergencial de três mil reais por família, sem devolução, para crédito alimentar e de subsistência, assim como a anistia do programa troca-troca forrageiras de inverno. O secretario comprometeu-se em estar dialogando com o governador na próxima semana, levando a preocupação da FETRAF-RS e a pauta de reivindicações.

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Fotos: Divulgação

 

 

Plano Safra 2017/2020

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 1 de junho de 2017


Mesmo com aumento no custo de produção, governo investe o mesmo valor de 2016 congelando recursos destinados a agricultura familiar

Com o mesmo valor do ano passado, o Governo Federal anunciou na quarta-feira, dia 31 de maio, o valor de 30 milhões destinados ao Plano Safra 2017/2020, que financia a produção dos agricultores familiares.

A partir de julho, quando a safra inicia os recursos estarão disponíveis para empréstimos. A taxa de juros que varia entre 2,5% a 5,5% ao ano foi mantida. De acordo com o governo a taxa de 2,5%, foi mantida para a produção de alimentos orgânicos, além de arroz, feijão, mandioca, leite, alho, tomate, cebola, batata, abacaxi, banana, açaí, laranja e hortaliças.

O plano safra para agricultura familiar também contempla um seguro-agrícola com proteção de 80% da renda bruta esperada. A cobertura de renda líquida, que era de R$ 20 mil no ano passado, passou para R$ 40 mil para lavouras permanentes e hortaliças; e para R$ 22 mil para as demais. Para o pagamento do seguro, o governo disponibilizou R$ 10 bilhões para a safra 2017/2018.

O plano também disponibilizou 1,350 milhões de cotas de garantia para agricultores que sofrerem perdas de safra por causa da seca das regiões semiáridas.

Com o congelamento de recursos, que nos próximos anos terão o mesmo valor de investimento, o governo põe fim ao crescimento da safra da agricultura familiar, não levando em consideração que o custo para produção aumentou, assim como o custo de vida para os agricultores. Em 2013 foram investidos 21 milhões, passando a 24,1 milhões em 2014, 28 milhões em 2015 e 30 milhões em 2016.  O governo anunciou também a criação de um planejamento de longo prazo para o plano, com ações até 2020.

 

Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020

O novo plano safra utiliza a metodologia plurianual – 2017/2020. Dentro do novo formato, o Plano Safra da Agricultura Familiar indicará 10 eixos de atuação:

Eixo 1 –  Crédito do Pronaf l SEAF l Garantia-Safra l PGPAF

Eixo 2 – Novo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)

Eixo 3 – Titulação de Terras

Eixo 4 – Regulamentação da Lei da Agricultura Familiar

Eixo 5 – Agroecologia | Orgânicos | Fitoterápicos | Sociobiodiversidade

Eixo 6 – Apoio à modernização produtiva da Agricultura Familiar

Eixo 7 – Comercialização dos produtos da Agricultura Familiar

Eixo 8 – Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)

Eixo 9 – Agricultura Urbana e Periurbana – Inclusão produtiva e econômica

Eixo 10 – Ações Integradas no Semiárido – Projeto Dom Helder Câmara

 

Eixo 1 –  Crédito do Pronaf l SEAF l Garantia-Safra l PGPAF

  1. a)   Crédito: serão disponibilizadosR$ 30 bilhões para o crédito rural destinado a agricultores familiares. Juros mais baixos e garantia de preços visam ao estímulo à produção de alimentos. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), os juros variam de 2,5% a 5,5%. Há manutenção da taxa de juros 2,5% para a produção de arroz, feijão, mandioca, leite, alho, tomate, cebola, batata, abacaxi, banana, açaí, laranja, olerícolas; e também para a produção de alimentos em sistemas de produção de base agroecológica ou orgânica. Os investimentos em produção de energia renovável, irrigação, armazenagem e práticas sustentáveis de manejo do solo e da água também continuam com juros de 2,5% ao ano.
  2. b)  Seguro da Agricultura Familiar (SEAF):Em relação aos seguros da produção, destaque para o Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), que mantém a garantia de renda de até80% da receita bruta esperada da lavoura. A cobertura de renda líquida é de até R$ 40 mil para lavouras permanentes e olerícolas e R$ 22 mil para demais. O valor segurado pode chegar a R$ 10 bilhões na safra 2017/2018. As principais novidades são para produtores de hortícolas, que passam a contar com um modelo de seguro adequado ao ciclo de produção, possibilitando contratação para cesta de culturas.
  3. c)   Garantia-Safra; é um benefício voltado para agricultores que sofreram perdas de safra por motivo de seca em regiões majoritariamente semiáridas. Atualmente, são atendidos agricultores familiares da região Nordeste do país e do estado de Minas Gerais (Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas). Na safra 2016/2017, o total de 844.062 agricultores familiares, de 1.096 municípios, foram atendidos com o benefício de R$ 850 depois que tiveram comprovação da perda de 50% ou mais da produção assegurada. Uma vez aderidos ao programa, os agricultores familiares pagam anualmente um aporte de R$17,00, enquanto que os municípios, R$51,00 por cada agricultor, os estados, R$102,00 também per capita, e a União, no mínimo, R$ 340,00 por cada agricultor que fizer adesão. Os agricultores só recebem o seguro se todas as partes repassarem o recurso ao Fundo Garantia-Safra.Para a safra 2017/2018, serão disponibilizadas 1.350.000 cotas.
  4. d)  Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF):é uma cobertura que visa a estimular a produção de alimentos conferindo mais segurança ao agricultor. O programa dá às famílias que acessam o Pronaf Custeio ou o Pronaf Investimento desconto no pagamento do financiamento em caso de baixa de preços no mercado. O desconto é correspondente à diferença entre o preço de mercado e o preço de garantia do produto. Toda vez que o preço médio mensal de mercado apresentar-se abaixo do preço de garantia da safra, é calculado um bônus em percentual equivalente a essa diferença de preços. Esse bônus é aplicado pelo banco no saldo devedor dos financiamentos de custeio do Pronaf efetivados para os produtos do PGPAF garantindo que os agricultores familiares tenham assegurado o custo de produção para o pagamento do financiamento.

Eixo 2 – Novo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)

  1. a)   Novo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF):o programa oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de financiamento. Oferece também suporte para que o agricultor familiar construa sua casa, prepare o solo, compre implementos e tenha assistência técnica para se desenvolver de forma independente.O programa prevê pagamento de Ater durante 5 anos, no valor total de R$ 7.500, com recursos do Fundo de Terras. O novo formato do PNCF reajusta os limites de financiamento e há simplificação do fluxo de tramitação, processo de contratação e do check-list, que fica padronizado e menos burocrático. Há também mais estímulo e melhores condições para acesso da juventude ao programa (atualmente, mais de 40% do público acessa o programa pelo PNCF Jovem).

Eixo 3 – Titulação de Terras

  1. a)   Regularização Fundiária: gerido pela Subsecretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal), o Programa Terra Legal, que tem atuação nos estados que compreendem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), promove a destinação e a regularização fundiária de terras públicas federais ainda não destinadas. Ao titular e legalizar uma propriedade, além da segurança jurídica, o Governo permite que o agricultor acesse políticas públicas, gerando mais riquezas para o país e qualidade de vida no meio rural brasileiro. Ter o título da terra também é um importante passo para a preservação ambiental.Números: desde a criação do programa, em 2009, foram entregues 28.918 documentos (28.499 títulos individuais e 419 títulos urbanos). A meta para 2017 é entregar 10.936 títulos.  
  2. b)  Fora a região da Amazônia Legal são feitos convênios com os Estados por meio da Subsecretaria de Reordenamento Agrário (SRA). O Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária no Brasil busca apoiar os governos estaduais para que consigam promover a regularização fundiária nas regiões, seguindo os regulamentos legais de cada estado. Assim, é possível garantir segurança jurídica aos agricultores familiares e o acesso às demais políticas públicas do governo, entre elas, o crédito rural e a assistência técnica. Os imóveis passíveis de regularização, na maioria dos casos, são de terras devolutas estaduais ou públicas. Números: um total de 53.905 títulos serão entregues e 71.787 processos de georreferenciamento serão finalizados até o final de 2017.

Eixo 4 – Regulamentação da Lei da Agricultura Familiar

  1. a)   Regulamentação da Lei da Agricultura Familiar: a lei que define o público beneficiário da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais está sendo regulamentada hoje.Entre outros ganhos, a regulamentação institui o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) que permitirá avançar na identificação e controle dos agricultores familiares que acessam as políticas públicas.

Eixo 5 – Agroecologia | Orgânicos | Fitoterápicos | Sociobiodiversidade

  1. a)   Agricultura orgânica e agroecologianeste eixo, as principais ações são a manutenção da taxa de juros de 2,5% ao ano para a produção agroecológica, o apoio e participação em feiras e eventos nacionais e internacionais, o lançamento de chamadas públicas para Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) específicas e o lançamento do Portal da Agroecologia. O Portal www.agroecologia.gov.br é uma ferramenta de comunicação ligada à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo). É também uma ferramenta de monitoramento das iniciativas do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), do qual participam 16 órgãos e entidades do Governo Federal (Sead, Segov, MDSA, Mapa, MMA, MEC, MS, MCTI, Incra, Embrapa, Conab, Anvisa, FNDE, ICMBIO, SFB e Funai). São 194 iniciativas, distribuídas em 30 metas e organizadas a partir de seis eixos estratégicos: produção; uso e conservação de recursos naturais; conhecimento; comercialização e consumo; terra e território e sociobiodiversidade. O portal sistematiza e veicula as ações de governo voltadas ao fomento e promoção da produção agroecológica, orgânica, da sociobiodiversidade e plantas medicinais e fitoterápicos.

 Eixo 6 – Apoio à modernização produtiva da Agricultura Familiar

  1. a)Apoio à modernização produtiva da agricultura familiar:haverá publicação dechamamento público para seleção de projetos de estruturação como kits feiras, patrulhas mecanizadas, equipamentos para agroindústrias, sementes e insumos e projetos produtivos para grupos de mulheres rurais. O principal objetivo é estimular e apoiar projetos para o empreendedorismo da mulher rural. Além disso, no que se refere ao cooperativismo, o apoio às agroindústrias é outra prioridade na Sead. Atualmente, o universo de empreendimentos formais (associações e cooperativas) da agricultura familiar é de 5,4 mil espalhadas pelo Brasil, representando cerca de 550 mil produtores rurais. Haverá a capacitação de 400 técnicos de inspeção sanitária na perceptiva da agroindústria familiar; diagnósticos dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e publicações de novas normas de adequação para a agroindústria familiar.

Eixo 7 – Comercialização dos produtos da Agricultura Familiar

  1. a)   Comercialização: será criado oServiço Nacional de Monitoramento, Comunicação e Fomento de Oportunidades de Compras Públicas da Agricultura Familiar para valorizar o potencial dos mercados institucionais, levando-se em conta o percentual de 30% de compras de alimentos pelo poder público da agricultura familiar, que é de R$ 4,5 bilhões. As principais ações são: monitorar em tempo real as chamadas públicas das diferentes modalidades de compras institucionais da agricultura familiar (Pnae, Compras Federais, PAA e Programas Estaduais/Municipais), fomentar a articulação entre produção da agricultura familiar e as oportunidades do mercado público, criação do Sistema de Preços e Produtos das Compras Públicas da Agricultura Familiar, por município, estado e região (visualização pública em mapas e gráficos), mapeamento por safra da oferta de produtos da agricultura familiar das organizações com DAP Jurídica (com sistema próprio), fomento para lançamento de chamadas públicas com a criação do Serviço de Edital Padrão, com histórico de preços e de produção da agricultura familiar à disposição do gestor público.

Eixo 8 – Assistência Técnica e Extensão Rural

a)Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater): comprovadamente, o serviço contribui para a elevação da produção e produtividade dos agricultores familiares, com a melhoria da renda e qualidade de vida no campo. Dados do Censo Agropecuário do IBGE mostram que aqueles agricultores familiares que recebem Ater, de maneira regular, têm produtividade até quatro vezes maior do que aqueles que não possuem acesso ao serviço. As principais metas nesta área são: todos os contratos passam a ser operados pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); 60 mil famílias serão atendidas pelo Programa Dom Helder Câmara no Nordeste, Norte de Minas Gerais e Espírito Santo; 1.012 organizações da agricultura familiar serão atendidas pelo Programa Ater Mais Gestão; 50 mil famílias serão atendidas nas demais regiões do Brasil e 18 mil famílias de povos e comunidades tradicionais serão atendidas em 2017.

Eixo 9 – Agricultura Urbana e Periurbana – Inclusão produtiva e econômica

  1. a)   Agricultura urbana e periurbana: atividades relacionadas à produção de alimentos em centros urbanos é uma estratégia efetiva de fornecimento de alimentos e geração de empregos, além de contribuir para a segurança alimentar e melhoria da nutrição dos habitantes das cidades. A agricultura urbana e periurbana é fortemente ligada à agricultura familiar, pois pode ser realizada por indivíduos, organizações formais ou informais em espaços públicos ou privados. A prática está vinculada à economia, saúde, meio ambiente, lazer, cultura e contribui ecologicamente para a melhoria da produtividade. Além disso, promove a diversidade social e a segurança alimentar e nutricional da população.As principais ações da Sead neste eixo serão: Ater; fomento a arranjos produtivos para agricultura urbana; projetos de comercialização da produção de alimentos e incentivo ao cooperativismo e ao associativismo.

Eixo 10 – Ações Integradas no Semiárido – Projeto Dom Helder Câmara

  1. a)       Ações integradas no Semiárido:o Projeto Dom Helder Câmara é um programa de ações referenciais de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no Semiárido. O objetivo é contribuir para a redução da pobreza rural e das desigualdades, mitigando os efeitos causados pelas condições climáticas adversas por meio da integração de políticas públicas federais, estaduais e municipais. A meta é atender 60 mil famílias em 851 municípios de 10 estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) com Assistência Técnica e Extensão Rural, fomento individual (projetos de inclusão produtiva), inovação tecnológica, apoio à comercialização, projetos de abastecimento de água, alimentação animal (palma forrageira), crédito rural, Garantia-Safra e SEAF

 

Agricultores realizam acampamento em Defesa da Previdência

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 25 de abril de 2017


Protesto busca mobilizar lideranças para que se posicionem contra a Reforma da Previdência

As mobilizações contra a Reforma da Previdência em várias cidades do Estado iniciaram nesta terça-feira, dia 25 de abril. Agricultores e agricultoras estarão realizando um Acampamento em Defesa da Previdência, promovido pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS).

No total, sete regiões do Estado estão se mobilizando. Santo Augusto, Erechim, Sarandi e Lagoa Vermelha terão as atividades de 25 a 28 de abril. No município de São Lourenço do Sul acontecerá de 26 a 28 de abril e em Fontoura Xavier de 27 a 28 de abril. No município de Antônio Prado a mobilização será realizada no dia 28 de abril.

A ação busca chamar a atenção da população sobre a possibilidade de retrocesso das leis trabalhistas, assim como busca sensibilizar e também cobrar ações das lideranças políticas gaúchas para que lutem a favor dos trabalhadores.

Nesta semana o projeto de Reforma da Previdência deverá ser discutido na comissão especial, sendo que a votação deverá ocorrer no dia 02 de maio. Se aprovado, o projeto segue para o plenário da Câmara de Deputados recebendo votação em dois turnos e passando ao Senado, também em dois turnos. Caso o projeto de Reforma da Previdência seja aprovado, ele deve ser regulamentado em 24 meses.

Reforma da previdência

Ainda há muita desinformação com relação ao tema da reforma da previdência. É uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que traz diversas mudanças, principalmente no que diz respeito à idade para que a pessoa possa se aposentar.

No caso dos agricultores, ainda há a perda dos critérios de cálculo da aposentadoria. Para além disso, mulheres que possuem dupla jornada de trabalho e atualmente se aposentam com 30 anos de serviço, na mudança da legislação, caso aprovada, só terão direito a aposentadoria integral após 49 anos de serviço. São 19 anos a mais de serviço por conta das novas regras, que atinge toda a população.

Caso for aprovada, não somente os agricultores e agricultoras urbanos e rurais que sofrerão com a mudança das regras, mas todos os brasileiros e brasileiras. A falta de dignidade anda a passos largos e é preciso lutar contra isto, buscando garantir o que ainda é de direito das pessoas.

 

Confira as regiões em que estarão ocorrendo mobilizações:

Região  Celeiro no município de Santo Augusto Br 468

Região Médio Alto Uruguai em Sarandi Br 386

Região Altos da Serra em Lagoa Vermelha Br 285

Região Botucaraí município de Fontoura Xavier Br 386

Região Sul município de São Lourenço do Sul Br 116

Região Alto Uruguai município de Erechim Br 153

Região da Serra Antônio Prado RS 122

 

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