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A crise do leite e as perspectivas para a Agricultura Familiar

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 28 de junho de 2018


Seminário Estadual do Leite promovido pela FETRAF-RS e Unicafes-RS debateu sobres os desafios e ações para o fortalecimento da cadeia leiteira

As dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite foram debatidas no Seminário Estadual do Leite, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), e pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária Rio Grande do Sul (Unicafes-RS). O evento está ocorrendo nesta quinta-feira, 28 de junho, na sede da Federação dos Trabalhadores da Industria da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), em Porto Alegre.

A abertura do evento contou com a presença do coordenador Geral da FETRAF/RS, Rui Alberto Valença; com o presidente da Unicafes/RS, Gervásio Plucinski; o deputado estadual, Altemir Tortelli; o representante da CUT-RS, Reginaldo Silveira Rodrigues; o presidente da FTIA/RS, Paulo Madeira; e com o representante da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Osmar Redin.

Com o tema “Crise na cadeia produtiva do leite e as perspectivas para a agricultura familiar”, o evento iniciou com um painel sobre o quadro atual da cadeia produtiva do leite e os impactos dos últimos anos, com o assistente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries.

Conforme o coordenador geral da FETRAF/RS, são diversos os seminários promovidos pela Federação e seus sindicatos associados, que promovem a discussão para a melhoria da produção e comercialização de leite. “A cadeia do leite é a mais importante da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, porque é a cadeia que mais produz renda e que mais emprega pessoas. Para cada 1 bilhão movimentado em leite, são gerados cerca de 200 empregos, então são muitas pessoas envolvidas e que dependem dessa atividade”, afirmou.

Ainda conforme Valença, a crise do leite é consequência de problemas, como a importação do leite do Uruguai e Argentina, assim como a diminuição do consumo de leite no pais, e a necessidade reestruturação e o funcionamento da cadeia. “ Hoje não é a indústria e o agricultor familiar que mais fatura, e sim, o atacado, o supermercado que tem mais margem de lucro. Além disso, temos industrias multinacionais que entram na cadeia, sufocando as pequenas agroindústrias”, disse.

O segundo painel do Seminário abordou o cenário internacional, nacional, estadual e os desafios para cadeia produtiva do leite no estado, com o presidente do COOPLIB, professor Ernesto Enio Budke Krug, contando com o debatedor, representante do Grupo de Trabalho do Leite da Assembleia Legislativa, Milton Bernardes.

Fortalecer a Agricultura Familiar para o crescimento do campo

De acordo com o coordenador geral da Unicafes/RS, o momento atual na atividade leiteira, é resultante de um projeto que foi pensado para o campo, que beneficia grandes empresas e dificulta a competitividade para os pequenos produtores. “O problema acontece por um conjunto de políticas, como abertura do mercado para as grandes transacionais se instalarem, que acabam recebendo recursos públicos para se instalar aqui e com isso se tornam mais competitivos que os produtores”, disse.

Para Plucinski, o grande desafio é o resgate do debate sobre a população do meio rural, com o fortalecimento da agricultura familiar. “Queremos um meio rural com gente, nosso projeto de desenvolvimento passa por pessoas produzindo alimentos no campo e não com um deserto no campo, com pouca gente produzindo para grandes empresas e em grandes quantidades com um modelo de agrotóxico. Precisamos de políticas públicas para ajudar o agricultor a continuar no campo e para que mais pessoas venham para o meio rural”, destacou.

O Seminário Estadual do leite é promovido pela FETRAF/RS e Unicafes/RS com apoio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Fotos:  Maytê Ramos Pires e  Ronan Dannenberg

FETRAF-RS e Unicafes promovem Seminário Estadual do Leite

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 27 de junho de 2018


A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF/RS), juntamente com a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) promovem, nesta quinta-feira, 28 de junho, o Seminário Estadual do Leite. Com o tema “Crise na cadeia produtiva do leite e as perspectivas para a agricultura familiar”, o evento acontece na sede da Federação dos Trabalhadores da Industria da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), em Porto Alegre.

A programação inicia as 9h30min com um Painel sobre o quadro atual da cadeia produtiva do leite e os impactos dos últimos anos, com o assistente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries.

O segundo Painel abordará o Cenário internacional, nacional, estadual e os desafios para cadeia produtiva do leite no estado, com o presidente do COOPLIB, professor Ernesto Enio Budke Krug, contando com o debatedor o engenheiro agrônomo, Milton Bernardes. No turno da tarde o debate continua com propostas concretas e planejamento da FETRAF/RS e Unicafes. “ É muito importante a participação de todos no evento, para que possamos analisar e discutir ações para a cadeia leiteira”, disse o coordenador geral da FETRAF/RS. Rui Alberto Valença.

O Seminário Estadual do leite é promovido pela FETRAF/RS e Unicafes com apoio da Assembleia Legislativa do Estado.

 

 

FETRAF-RS debate sobre os prejuízos com a greve dos caminhoneiros

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 7 de junho de 2018


A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), promoveu na tarde desta quinta-feira, 7 de junho, na sede do Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SUTRAF- Getúlio Vargas), uma assembleia para debater sobre os prejuízos causados no campo devido à greve dos caminhoneiros.

Participaram do encontro produtores de leite, aves e suínos, que apresentaram exemplos das perdas durante os dias de greve, assim como a preocupação com o futuro devido as perdas econômicas.

Nesta sexta-feira, 8 de junho, a FETRAF-RS tem uma audiência na Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), com isso os produtores criaram uma pauta de reivindicações que será apresentada durante a reunião. “Os agricultores solicitam o Crédito de Emergência Alimentar no valor de R$ 10.000,00 as famílias atingidas pela mobilização, assim como a anistia do troca-troca das sementes de milho e forrageiras. Os agricultores estão preocupados e com medo que mais uma vez tenham que pagar a conta, pois entendemos a legitimidade da greve, mas não podemos deixar que somente a agricultura familiar arque com os prejuízos da paralisação”, destacou o coordenador geral da FETRAF-RS, Rui Alberto Valença.

 

FETRAF-RS acolhe Caravana Lula em Ronda Alta

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 24 de março de 2018


Lula foi recepcionado por mais de dois mil agricultores familiares em visita a propriedade da Familia Pasquetti

Um dia histórico para a Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), promoveu na sexta-feira, 23 de março, a Visita do Lula a Agricultura

Fotos: Jéssica França

FETRAF-RS acolhe Caravana Lula em Ronda Alta

Lula foi recepcionado por mais de dois mil agricultores familiares em visita a propriedade da Familia Pasquetti 

Um dia histórico para a Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), promoveu na sexta-feira, 23 de março, a Visita do Lula a Agricultura Familiar. O encontro ocorreu na propriedade da Família Pasquetti, Comunidade de Capitel Santo Antônio, interior de Ronda Alta.

Os agricultores e agricultoras começaram a chegar logo no início da manhã, com bandeiras e o sorriso no rosto com a perspectiva de encontrar o ex-presidente. Caravanas de diversos locais do estado se deslocaram a Ronda Alta, mais de duas mil pessoas participaram, e mesmo com uma pancada de chuva se mantiveram no local aguardando a chegada da Caravana Lula. “Com alegria muito grande que recebemos o Lula, depois de 17 anos, em 2001 fizemos uma Caravana da Agricultura Familiar. Agora estamos reeditando de uma forma diferente, onde o Lula vem em uma família de agricultores familiares conhecer de perto os resultados das políticas públicas que foram desenvolvidas durante seu governo e no governo Dilma”, explicou o coordenador geral da FETRAF-RS, Rui Alberto Valença.

Em seu discurso Lula destacou a importância do trabalho da Agricultura Familiar para o Brasil. “Quando colocamos Ronda Alta na rota da caravana é porque sabíamos que vocês estão enfrentando dificuldades, principalmente os companheiros que produzem leite na região. O leite está aquém daquilo do que vocês precisam para produzir e vender. Obviamente que quando se governo um país, se governa para todas as pessoas, um presidente não faz distinção entre um cara muito rico e um cara pobre, agora um presidente tem que saber que o papel do estado é cuidar daqueles que mais necessitam do estado. Os que mais necessitam do estado são as pessoas trabalhadoras, e na agricultura é o pequeno produtor rural que é responsável porque quase 70% do alimento que vai na mesa de todo o território nacional”, disse o ex-presidente.

A ex-presidente Dilma Rousseff, também esteve presente destacando a importância das mulheres no campo. “A mulher agricultura familiar é um exemplo para esse país, são mulheres fortes, com um grande coração, solidárias e com uma grande capacidade de se solidarizar com os outros e isso que esse país precisa”, afirmou.

O prefeito de Ronda, Miguel Gasparetto, destacou a alegria do município sediar o encontro com a Caravana Lula. “ O Rio Grande do Sul estremeceu com a presença do Lula, seu legado que está fazendo isso por ele. Ele é nosso maior líder. Em Ronda Alta nos dizemos que somos berço dos movimentos de retomada da terra e por isso ficamos muito felizes de receber Lula aqui”, destacou.

De acordo com o deputado estadual, Altemir Tortelli, Lula sempre esteve no meio do povo e as caravanas são ações promovidas ao longo de toda sua vida política. “Não existe outra liderança política no Brasil que tem a caminhada que o Lula tem e que tem uma compreensão da realidade que o país vive. Ele fez uma opção a mais de 20 anos, de não ficar só estudando, olhando números, ele foi no meio do povo ouvir as pessoas. Fez isso construindo as caravanas, em 2001 ele ficou nove dias conosco e tenho certeza absoluta que aquilo foi importante para ele compreender como vivíamos para ele se comprometer com a causa da Agricultura Familiar. Os programas Pronaf, Minha Casa Minha Vida Rural, Seguro Agrícola, Mais Alimentos, são todas as políticas que foram fruto dessa compreensão que o Lula teve vivenciando de perto o cotidiano dos agricultores familiares”, comentou.

Após a recepção, a Comitiva foi recebida com um café da manhã na casa do agricultor Vilton Pasquetti. “ Não é todo dia que se recebe dois ex-presidentes na casa da gente, estamos muito felizes”, disse.

Os irmãos Valdemar, Ideno e Vilton Pasquetti, foram contemplados com diversas políticas públicas para a Agricultura familiar, por esse motivo a propriedade esteve no roteiro da Caravana Lula.

O encontro contou ainda com a presença do ex-governador Olívio Dutra, o pré-candidato ao governo do estado, Miguel Rossetto; assim como deputados federais, prefeitos e vereadores.

Fotos: Jéssica França