SINTRAF presente na Conferência da Saúde da Mulher de Ibiaçá

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 12 de maio de 2017

sintraf2

Com o tema a “Saúde das mulheres: desafios para a integralidade com equidade”, que foi realizada na última quinta-feira, dia 11 de maio, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ibiaçá a 1ª Conferência Municipal de Saúde do município.

O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Ibiaçá (SITRANF), filiado à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), esteve presente no evento que contou com grande participação das mulheres ibiaçaenses e profissionais da saúde. A atividade atende à demanda da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, que propõe que sejam realizadas diversas conferências durante o ano, com a finalidade de elaborar o Plano Municipal de Saúde 2018/2021

Foi apresentada uma pesquisa realizado pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Unidade Básica durante a Conferência, aonde estima-se que a população feminina no município de Ibiaçá é de aproximadamente 2.420 mulheres, sendo que estão cadastradas na UBS 1.441 mulheres.

Pesquisa

Conforme a pesquisa, as principais doenças que atingem as mulheres no município de Ibiaçá, são os problemas cardiovasculares e circulatórios, câncer (o mais freqüente é o de mama), depressão e ansiedade, hipertensão, diabetes, excesso de peso e obesidade, lombalgia e problemas respiratórios.

Destacou-se também, que o município conta com programas e projetos voltados à saúde onde as mulheres estão inseridas, como: Grupo de tabagismo, gestantes, diabéticos e hipertensos, saúde nas escolas, programa Brasil sorridente, programa Bolsa Família e SISVAN (sistema de vigilância alimentar e nutricional).

Trajetória da Saúde

Após a apresentação dos dados, a representante do SINTRAF de Ibiaçá, Andréia P. Corso, fez um relato sobre a trajetória da saúde, desde que o conceito até a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), com a Constituição Federal (art.196 de 1988). “Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário à ação e serviço para sua promoção, proteção e recuperação”, destacou Andréia.

Segundo a Lei Orgânica de Saúde de 1990, a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais, os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país. Segundo Andréia, os avanços no sistema de saúde do Brasil, foram conquistados a partir da discussão dos movimentos sociais e entidades.

Violência contra mulher é um problema a ser enfrentado

Conforme Andréia, somente em 2016 no Brasil, 503 mulheres sofreram agressões físicas a cada hora, sendo que 52% das mulheres agredidas não tomaram nem uma iniciativa, já que na maioria dos casos o agressor é conhecido ou familiar. Diante disso, se faz necessário que políticas públicas se tornem efetivas afim de acabar com a violência que atinge milhares de mulheres em todo o país.

O debate destacou que é importante a preocupação com a qualidade de vida, que envolve desde o bem-estar físico, mental, psicológico e emocional, os relacionamentos sociais, como família e amigos, assim como a saúde, educação e outros parâmetros que afetam a vida humana. “ Estudos revelam, que mesmo as mulheres que ocupam cargo de direção em empresas têm problemas de saúde pior que nas duas últimas décadas. Onde enfrentam problemas como gastrites, depressão, hipertensão e diabetes. Com isso, o mundo de trabalho influencia sim na saúde de todas as mulheres, independente do cargo em que ocupam”, explicou.

Durante o encontro também foi apresentado informações sobre a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, que envolve tratamentos alternativos como a homeopatia, tratamento com plantas medicinais, fototerapia, termalismo, acupuntura, Ioga entre outros.

O congelamento de recursos para investimento na saúde também foi debatido. “ É importante debatermos sobre a PEC 55 que foi aprovada, congelando os recursos da saúde por 20 anos no Brasil. Nossa preocupação quanto usuários do SUS e gestores de saúde, onde a população cada vez mais busca atendimento”, finalizou.

Fotos Divulgação/ Prefeitura Municipal de Ibiaçá

sintraf1

sintraf3

 

sintraf4


LINKS ÚTEIS