Nota pública da Fetraf-RS com relação aos 100 dias do governo de Eduardo Leite

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 11 de abril de 2019


Primeiros cem dias de mandato e o governador Eduardo Leite esqueceu da Agricultura Familiar

A Agricultura Familiar do Rio Grande do sul e a FETRAF-RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul) aguardam com ansiedade que o governo de Eduardo Leite “comece”. Já se passaram os primeiros cem dias do início do mandato e o que estamos vendo é um governo que ainda não encontrou em seu plano os programas e políticas para a Agricultura Familiar do estado; não entendeu a importância social e econômica deste setor para a produção de alimentos e geração de desenvolvimento para o estado através de sua produção.

Programas importantes para a Agricultura Familiar como Programa estadual de Agroindústrias Familiares, Programa de compra de Alimentos da Agricultura Familiar, Troca-Troca de sementes, e todas as linhas de crédito do FEAPER (Fundo de Estadual de Apoio ao Desenvolvimento nos pequenos estabelecimentos Rurais) estão paralisados – possivelmente seja o pior momento do fundo desde que foi criado há mais de trinta anos.

Um dos exemplos deste descaso com a Agricultura Familiar é que até este momento não foram disponibilizados os recursos para que os agricultores comprem as sementes de pastagens de inverno. O governo desconhece que a agricultura tem um calendário regido pela natureza e se passado mais alguns dias ficará comprometida principalmente a produção de leite do estado, que se utiliza destas culturas para alimentar as vacas leiteiras, comprometendo mais uma vez a cadeia do leite. Já tivemos um descaso com esta cadeia quando o governador demora mais de um mês para fazer um decreto que impeça que a produção do leite do Uruguai e da Argentina sejam importadas com isenção de parte dos impostos.

Por outro lado, o esforço do governo Leite é de convencer a sociedade de que a única saída para equilibrar as contas do governo é vender o patrimônio. Está na contramão da história do desenvolvimento do nosso estado que historicamente teve seus ciclos de desenvolvimentos econômicos e sociais quando se investiu na produção.

Finalmente, é importante ressaltar que um dos grandes equívocos deste início de governo foi a opção por extinguir a Secretaria de Desenvolvimento Pesca e Cooperativismo. Atualmente, a Agricultura Familiar está órfã. Quando se trata da atenção do governo, não temos uma referência para apresentar nossas demandas. Esperamos que passado este período inicial o governo encontre o rumo das políticas públicas e dos programas para a Agricultura Familiar.


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