Informação, debate e mobilização são encaminhamentos do seminário da Fetraf para a manutenção das conquistas dos trabalhadores

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 15 de junho de 2016


A tarefa estratégica é proporcionar debate, trabalhar com informação para fazer a disputa e denunciar os retrocessos do golpe contra classe trabalhadora

O debate sobre a conjuntura política, econômica e social do Brasil, marcou o início do segundo dia do seminário sobre a Previdência Social Rural da Fetraf-RS, em Porto Alegre. O presidente da Cut-RS, Claudir Nespolo e os deputados estaduais Zé Nunes e Altemir Tortelli discutiram o tema, nesta quarta-feira (15), com as mais de 50 dirigentes e lideranças sindicais de todas as regiões de abrangência da federação.

O golpe contra a classe trabalhadora necessita ser denunciado com informação e mobilização

O presidente da CUT/RS destacou que o país passou por um golpe e que está claro que ele aconteceu para acabar com pilares importantes que se referem aos direitos conquistados: a previdência social, a CLT e a justiça do trabalho. Nespolo provocou os presentes para construírem em seus municípios os comitês em defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas. “Precisamos criar unidade frente a esse golpe em nossas conquistas. Esse é o tema de quem tem a democracia como valor e a tarefa de defender os direitos dos trabalhadores”, frisou.

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Para o deputado estadual Zé Nunes, “passamos por um momento de muita incerteza, onde a tarefa estratégica é proporcionar debate, trabalhar com informação para fazer a disputa e denunciar os retrocessos do golpe contra classe trabalhadora”. De acordo com o parlamentar, são três os pontos fundamentais sobre os quais o governo golpista de Michel Temer age e que precisam ser amplamente rebatidos: o desmonte da previdência, a liquidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfraquecimento e extinção dos programas sociais para a agricultura familiar.

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Nunes afirmou que o Brasil vive a maior luta de classes dos últimos tempos, mesmo que isso seja negado. “”Os de cima” estão tentando avançar sobre o pouco que os trabalhadores conquistaram”, salientou. Ele enfatizou que é necessário comparar o momento atual da agricultura com 15 anos atrás, para ver o quanto se avançou nos últimos anos. “Principalmente a população mais nova, precisa saber o que aconteceu no último período. Essa geração não viveu os tempos de dificuldades no campo”, lembrou.

A necessidade de iniciar um profundo processo de informação e comunicação sobre o atual contexto também foi defendida pelo deputado estadual Altemir Tortelli. Conforme Tortelli, é fundamental que as lideranças e dirigentes se informem e discutam com a base o que está em jogo no país. Ele defendeu ainda, um extenso processo formativo para os sindicalistas, bem como, a construção de agendas nos municípios, para discutir a retirada dos direitos dos agricultores e construir a resistência contra a extinção das conquistas sociais do campo.

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Após as análises, os participantes debateram em grupos as propostas de luta dos sindicatos e da Fetraf para não permitir a perda de direitos dos agricultores familiares.

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