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Agricultura familiar emprega 10 milhões de pessoas no Brasil

No campo, pequenos produtores têm participação de R$ 131,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP) brasileira, segundo o IBGE

Os agricultores de todo o mundo comemoram, neste sábado (25/7), o Dia Mundial da Agricultura Familiar. No Brasil, o segmento possui ampla representatividade. De acordo com o Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE em 2017, são 5 milhões de pequenas propriedades rurais em todo o país, representando 77% dos estabelecimentos da produção agrícola.
No campo, a agricultura familiar foi responsável por R$ 131,7 bilhões (23%) dos R$ 572,99 bilhões referentes ao Valor Bruto da Produção (VBP) brasileira naquele ano - a soma de tudo o que gira nas fazendas. Em termos de empregos, são 10 milhões de postos de trabalho, com 67% do total da atividade agropecuária.

Mas, afinal, quem são os agricultores familiares? De acordo com a Lei 11.326, de 24 de julho de 2006, que estabelece os parâmetros para a identificação dos pequenos produtores através da Política Nacional da Agricultura Familiar, é considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural “aquele que pratica atividades no meio rural, possui área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria família, renda familiar vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento pela própria família."
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor se destaca pela produção de feijão, arroz, trigo, milho, mandioca, além da pecuária leiteira, de corte, suínos e aves. Os perecíveis, como frutas, legumes e verduras (FLV), também têm uma boa parcela de importância nas pequenas propriedades.
Por outro lado, se os valores gerados são vultosos, os pequenos produtores enfrentam inúmeros desafios para manter a competitividade e o desenvolvimento nas suas terras. “Se nós pegarmos os municípios, a grande maioria têm sua base econômica na agricultura familiar. Então, este tipo de agricultura precisa de mais visibilidade e valorização”, cobra o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch.
Um das estratégias para elevar a renda dos pequenos produtores é produzir os derivados das matérias-primas. “O agricultor não faz o doce de leite ou o queijo, ele vende o leite para a indústria. A ideia é que ele produza a matéria-prima, mas que possa elaborar outros produtos para comercializar com um preço maior, o que permitiria o um crescimento estrutural da renda”, avalia Marina Zimmermann, assessora técnica da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Além da produção leiteira, produtos como mel, café, cacau, açaí têm bom potencial para aumentar o valor da venda final na agricultura familiar. Entram nessa prateleira, ainda, os perecíveis, como frutas, legumes e verduras.
Entretanto, um dos gargalos é enfrentados nas pequenas propriedades é a falta de assistência técnica e o baixo de emprego de tecnologia, o que reduz a competitividade no campo. “Uma coisa é a Caatinga, outra é o Cerrado, e outra, bem diferente, é o Pantanal. Nós precisamos de tecnologia adequada para os pequenos produtores em cada um dos biomas, além de políticas de transferência de tecnologia”, pontua Broch, da Contag.
Segundo a confederação dos agricultores, outro desequilíbrio a ser corrigido por políticas públicas é a diferença do grau tecnológico nas agriculturas da região sul em comparação com as propriedades do norte e nordeste do país, onde a infraestrutura é ainda mais precária.
Uma das formas de melhorar a infraestrutura e potencializar a quantidade de recursos disponíveis é o cooperativismo, algo já conhecido e testado na agricultura nacional por mais de meio século. A outra passa, principalmente, pela melhora de infraestrutura para a disponibilidade de internet no campo, conectando as lavouras e levando dados em tempo real para o segmento.
Para a agricultura familiar, uma das políticas públicas mais positivas em diversos governos estaduais e municipais do país é a lei que determina a compra de 30% da produção destinada à merenda escolar. Na prática, no entanto, a aquisição ocorre no volume abaixo do esperado. "A gente observa que os governos estaduais e municipais não fazem a compra mínima dos 30%. Às vezes, é mais fácil ir ao supermercado. Além disso, esse montante fica livre, os governos poderiam comprar até 80% desses produtos”, diz Zimmermann.
Durante a pandemia do coronavírus, os agricultores e feirantes espalhados pelo Brasil tiveram de se reinventar. Em meados de março, início das medidas de isolamento social para conter a doença, as feiras e os mercados municipais acabaram fechados. Produtores foram prejudicados, com perdas principalmente de produtos com pouco tempo de prateleira, cado dos FLVs e, ainda, do cultivo de flores.
Mas o setor soube se reinventar. Além da comercialização por WhatsApp e entrega a domicílio, as feiras drive-thru, modelo semelhante ao das redes de fast-food - onde o consumidor chega, faz o pedido, realiza o pagamento e retira o alimento -, viraram febre e uma boa alternativa para o escoamento da produção.
O uso de canais digitais deve ser uma tendência mesmo depois da pandemia. "Esse caminho vai reduzir a distância do produtor rural para o consumidor. Por isso, ele pode ter um retorno maior do que o consumidor quer do produto dele. Ou então, pode receber uma resposta sobre o que acrescentar ou modificar na sua produção”, diz a assessora técnica da CNA.

 

PGPAF - Publicada relação de produtos da agricultura familiar com bônus em dezembro

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência.

OMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta segunda-feira (7) a relação dos produtos agrícolas que têm bônus de desconto em dezembro aos agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade de 10 de dezembro deste ano a 9 de janeiro do próximo ano, conforme a Portaria nº 36, da Secretaria de Política Agrícola.  

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi, banana, borracha natural cultivada, castanha de caju, manga, maracujá e mel de abelha.

Para os agricultores familiares que têm operações de investimento sem um produto principal, que é a fonte de renda para pagamento do financiamento, há o bônus da cesta de produtos. Nesses casos, os descontos são calculados por meio de uma composição dos bônus do feijão, leite, mandioca e milho.

Os estados que integram a lista deste mês são: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF)

Bônus de DEZEMBRO de 2020

Com base nos preços de NOVEMBRO de 2020

Produto

UF

Unidade

Preço de Garantia (R$/unid)

Preço Médio de Mercado (R$/unid)

Bônus de Garantia de Preço (%)

ABACAXI.

RJ

kg

0,64

0,45

29,69

BANANA

RR

20 kg

17,76

12,00

32,43

BANANA

AL

20 kg

17,76

10,29

42,06

BANANA

CE

20 kg

17,76

16,35

7,94

BANANA

PB

20 kg

17,76

16,10

9,35

BANANA

PE

20 kg

17,76

10,45

41,16

BANANA

PI

20 kg

17,76

16,00

9,91

BANANA

ES

20 kg

17,76

15,40

13,29

BORRACHA NATURAL CULTIVADA

BA

kg

2,40

2,20

8,33

CASTANHA DE CAJU

BA

kg

3,98

2,50

37,19

CASTANHA DE CAJU

CE

kg

3,98

3,38

15,08

CASTANHA DE CAJU

MA

kg

3,98

2,40

39,70

CASTANHA DE CAJU

PB

kg

3,98

3,07

22,86

CASTANHA DE CAJU

PE

kg

3,98

2,40

39,70

CASTANHA DE CAJU

PI

kg

3,98

3,14

21,11

MANGA

BA

kg

1,21

0,48

60,33

MANGA

RJ

kg

1,21

0,58

52,07

MANGA

SP

kg

1,21

0,54

55,37

MARACUJÁ

CE

kg

1,58

1,37

13,29

MARACUJÁ

SE

kg

1,58

1,13

28,48

MEL DE ABELHA

MS

kg

8,54

8,50

0,47

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB

Notas:

NSA - Não se aplica.

* Média ponderada dos bônus dos produtos feijão, leite, mandioca e 

  

Informações à imprensa
Inez De Podestà
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IMPACTO DA ESTIAGEM

A CUT-RS promove nesta terça-feira (8), às 19h30, uma live sobre o impacto da estiagem na vida dos trabalhadores do campo e da cidade. Estarão participando o deputado estadual Edegar Pretto (PT), o militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Frei Sérgio Görgen, e o coordenador-geral da Fetraf-RS, Rui Valença. A mediação será feita pela secretária-geral da CUT-RS, Cleonice Back.

 

Transmissão ao Vivo

Convidados:
Vera Fracasso (FETRAF-RS)
Rui Valença (FETRAF RS)
Adelar Pretto (MST)
Gervásio Plucinski (UNICAFES/RS)
 
REUNIÃO COM SECRETARIO DE AGRICULTURA DO RS SOBRE SITUAÇÃO DA ESTIAGEM

No dia de hoje, quarta-feira 02/12/2020 pela manhã, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf-RS) participou de reunião junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e o Secretario de Agricultura, Covatti Filho, com intuito de dialogar sobre algumas pautas, dentre elas, a situação da estiagem que vem causando grandes prejuízos para os agricultores familiares do Rio Grande do Sul.
Sobre os pontos que foram acordados em reunião:
Prorrogação dos financiamentos do FUNTERRA e FEAPER para 31 de dezembro de 2021; antecipação da contratação do programa Forrageiras de inverno e verão com inicio em 01 de dezembro de 2020; governo se comprometeu em realizar a antecipação da contratação do programa Troca Troca de sementes para a próxima safra; aprovação de projeto de lei que auxilia no subsidio aos projetos de irrigação para agricultura familiar.
Além disso, foram tratados pontos da conjuntura nacional. Segundo o Covatti, temos expectativas de receber 20 mil toneladas do milho da CONAB para o Rio Grande do Sul. O mesmo também comprometeu-se em auxiliar na busca de subsídios que mantenham o preço do milho em valor acessível para os agricultores.

Nossa localização

Rua Dr. Barros Cassal, 283 Floresta - Porto Alegre/RS - CEP: 90035-030 - Tel: (51) 3224-2484 - (51) 3264-0116 - email: fetraf@fetrafrs.org.br Sede Administrativa : Av. Dr. Salzano da Cunha, 447, Sala 03. B. Centro - Sananduva - RS ©2021 FETRAF SUL
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