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“AS MÃOS QUE ALIMENTAM A NAÇÃO TÊM CONTORNO FEMININO

O Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1970, pela ONU, porém muito antes iniciou a luta das mulheres por condições igualitárias as dos homens. Onde hoje não se remete apenas ao salário, mas também a violência, machismo, divisão de tarefas cotidianas e profissões e cargos representativos.
Esta data começou a ser comemorada à partir de resultados de lutas através de organizações, diálogos, manifestações, greves e várias organizações das mulheres em busca de melhorias ou apenas condições de trabalho para sustentar os filhos. Mesmo com tamanha desigualdade e repressão da época.
Um fato que podemos citar é 25 de março de 1911, onde 125 mulheres e 21 homens morreram durante um incêndio em Nova York, em uma fábrica têxtil. Na época as fábricas tinham péssimas condições de instalações, além de ter o hábito de fechar os funcionários em horário de expediente, nas fábricas para evitar diálogos entre os operários e movimentos de greve por melhores condições de trabalho.
Está data foi construída com vários atos e movimentos realizados pelas corajosas mulheres da época, que chegaram a influenciar nesta data, como o II Congresso Internacional de mulheres Socialistas, evento que teve proposição de uma data internacional comemorativa a luta das mulheres. Pensada pelas feministas e grupos revolucionários de esquerda, onde defendiam direitos trabalhistas para as mulheres. Onde reivindicavam que o movimento operário deveria defender a causa da mulheres. Os movimentos aconteciam em vários locais, também nos Estados Unidos e na Europa.
Com o clima revolucionário que ocorreu em 1917, na Rússia, as mulheres do setor de tecelagem entraram em greve no dia 8 de março, considerada agenda revolucionária, ficando assim marcada esta data como grande feito das mulheres.
Porem após muita luta e organização o Dia Internacional da Mulher vem para comemorar e trazer a reflexão a criação desta data tão importante.
Aos poucos foi tomando corpo está comemoração, e a partir dos anos 1960, a comemoração já era tradicional. Porem em 1975 a ONU oficializou declarando ano Internacional das Mulheres, com objetivo de provocar o debate sobre desigualdades e discriminação de gênero no mundo.
Podemos relacionar está data as conquistas das mulheres Agricultoras Familiares, como aposentadoria e aposentar-se cinco anos antes que os homens. Salário maternidade que no início foi de meio salário-mínimo e após muita luta passou a ser de um salário, no ano de 1988 (com a Constituição Federal), não bastava estar na lei, as mulheres precisaram ir pra rua lutar para que o governo executa-se o pagamento. Aos poucos lutar para conseguir acessar o crédito, este só era possível quando na falta do marido. Estes atos até hoje infelizmente muitas vezes precisamos lembrar autoridades ou entidades que tanto o homem como a mulher tem direito a acessar o credito, ser sócia da Cooperativa...ser reconhecida como titular na DAP, ser reconhecida como quem tem condições de tocar a propriedade e não é mera ajudante nos trabalhos agrícolas.
E com poucos avanços, as profissões como cuidado e ensino ainda são tarefas executadas pelas mulheres. Com exceção dos cargos de chefia, onde os salários são maiores. Podemos comentar também entre as mulheres que necessitam trabalhar para compor a renda da família o acúmulo de tarefas entre trabalhar fora e continuar com toda a responsáveis pelo ambiente familiar como filhos, alimentação, roupas...
Com a pandemia os trabalhos essenciais como o cuidado seja em casa como nos espaços de saúde a maioria estão sob responsabilidade das mulheres. Cuidando e garantindo as condições que o ser humano necessita. Também a produção de alimentos que chega à mesa dos brasileiros, trabalho essencial neste período de pandemia é produzido pelas mulheres.
Estes são alguns pontos para diálogo nesta data tão importante, em um ano com tantas reflexões; O dia internacional da mulher 2021.
A Federação dos Trabalhadoras na Agricultura Familiar do RS deseja um feliz dia da mulher de muita luta e resistência!

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