Fetraf-RS/CUT inicia curso de formação: a primeira etapa aconteceu no município de Sananduva na regional Altos da Serra

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 1 de dezembro de 2017


A região de Altos da Serra é a primeira da nossa base que iniciou o curso de formação da Fetraf-RS, sendo uma região que envolve em torno de 10 municípios. Nessa primeira experiência formativa nós temos cerca de 30 inscritos. Com início no dia 30 de novembro, continua no dia 01 de dezembro. Ela está acontecendo em uma sala da Capela São José Operário, no município de Sananduva, contando com o palestrante Lino de Davi. E já abre espaço para a próxima etapa, que acontecerá no mês de janeiro, sendo que o processo formativo todo terá duração de 18 meses, com 6 turmas regionais e uma estadual.

Mas do que se trata essa formação? Pois bem, esta é uma proposta que vem para enfrentar os grandes desafios do próximo período e busca construir um amplo processo de formação, situando-se como uma das nossas maiores prioridades de atuação, tendo em vista que nossos quatro grandes eixos são “luta, organização socioeconômica, organização sindical e formação”. Entendemos que a formação se faz necessária em todos os níveis e espaços, considerando os desafios da realidade atual, a necessidade de inovarmos em metodologias e a importância de estabelecermos parcerias.

Essa formação é realizada de forma integral, capacitando estrategicamente os agricultores em um debate aprofundado também sobre modelos de sociedade, estruturas de poder e agroecologia. Isso possibilita uma atuação fortificada nos mais diversos espaços de atuação.

Vera Fracasso, a coordenadora do curso de Sananduva, explica: “essa primeira etapa do curso dialoga sobre a questão do capitalismo, e permite identificar o quanto o capital foi evoluindo ao se reinventar, se reciclar e segue na perspectiva enquanto capital especulativo, diferente da situação de 20 anos atrás na qual tínhamos um capital produtivo que investia na geração e de empregos e renda. Se faz importante ver que dentro da nossa agricultura familiar trabalhamos questões políticas, econômicas, a sociologia do poder, e a integração entre as famílias e comunidades. Identificamos, ainda, que o atual modelo de produção agrícola em curso no nosso país não tem sustentabilidade. Saímos do curso com o desafio de que cada um de nós é um porta-voz de uma nova proposta, de um novo modelo de produção que precisa ser gerido cada vez mais por essa agricultura familiar que visa superação dos estrangulamentos, e assim por diante. Também o desafio de não desistir da democracia, porque a outra forma de organização da sociedade é a ditadura, a barbárie, a guera. A nossa perspectiva é a democrática, salientando que em 2018 temos um processo importante das eleições que pode ser determinante no sentido. Particularmente, ando animada e esperançosa de ampliarmos nossa participação de lideranças e dirigentes”. O coordenador da Fetraf-RS, Rui Valença, também marcou presença na atividade dos dias 30 de novembro e 01 de dezembro, participando desse relevante diálogo.

Estamos capacitando e habilitando dirigentes e lideranças para melhor atuarem na luta de suas localidades. Estamos construindo a resistência, a luta de classe e conscientizando a nossa base. Essa é uma formação política e social. Debate um projeto de desenvolvimento e o papel dos trabalhadores, além de fortalecer as lutas e ações em cada espaço.

Criamos uma apropriação do conhecimento. Procuramos levar à libertação das amarras capitalistas. Desafiamos nossos agricultores, sempre, a se comprometerem com nosso projeto e crescerem em conhecimento e produção reflexivas.

 


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