Fetraf-RS participa da Reunião do GTL

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 21 de fevereiro de 2018


Na manhã desta quarta-feira, 21 de fevereiro, Cleonice Back participou da reunião do Grupo de Trabalho a respeito da Importação do Leite em pó do Mercosul representando a Fetraf-RS na Sala Alberto Pasqualini, 4º andar da Assembleia Legislativa.

A reunião começou às 10h, tendo como pauta os seguintes aspectos:

  1. Medidas do Governo Federal sobre a importação do leite em pó do Uruguai;
  2. Abertura do Mercosul e Comunidade Europeia para o setor lácteo;
  3. Decreto estadual nº 53.818 (Modifica o regulamento do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e internacional e de comunicação – RICMS), que vence em 28 de fevereiro de 2018;
  4. Fundoleite/IGL.

Em sua participação na reunião, Cleonice afirmou que sua presença na reunião se deu principalmente para poder falar e trazer à tona na reunião a angústia dos produtores, agricultores e pequenos municípios. “O Governo Estadual e o Federal não estão conseguindo ver a dimensão dessa crise… Eu sempre me criei na atividade da cadeia produtiva do leite e já passamos por muitas crises (muitas!), mas nenhuma tão profunda quanto essa”, e seguiu sua fala propondo “ou nós vamos construir uma unidade das entidades e tentar fazer com que o Governo intervenha de fato no mercado ou nós teremos a falência de milhares de famílias no estado do Rio Grande do Sul”.

Cleonice contou que hoje os agricultores estão tendo que recorrer a outras fontes de recursos e benefícios extras para colocar na atividade da cadeia produtiva do leite porque não é fácil simplesmente deixar de produzir leite, o prejuízo levaria à falência; e, mesmo assim, os agricultores não querem deixar de produzir leite. Ela questiona se a política do Governo quer que o agricultor brasileiro deixe de produzir para que somente se importe leite.

“Nós no município de Tiradentes do Sul estamos criando um movimento regional, e parabéns ao Vale do Taquari que começou esse movimento e acho nós temos que estender ele pra todo o estado do Rio Grande do Sul, acho que muitos municípios não se deram conta ainda do impacto econômico, financeiro e social que essa crise vai deixar nos municípios. Lá em Tiradentes já deixamos de arrecadar 4,6 milhões de reais nos últimos seis meses por conta da queda no preço.”

Cleonice destaca dizendo da necessidade de “uma intervenção dos Governos no mercado; o que pra mim seria colocar cotas nas importações e aumentar as compras institucionais. A cadeia produtiva do leite está pedindo socorro e agora o Governo Federal e do Estado precisam sentar e fazerem uma grande compra institucional nos próximos dias, porque nós não vamos aguentar meses. Essa é a real situação: nós precisamos ultrapassar os grandes desafios de diminuir as importações e aumentar exportações porque a disputa é desleal, precisamos diminuir os gastos – isso depende de nós produtores? Não. Não adianta nós querermos investir em tecnologia, formação de pastagem, investimentos, diminuir o custo por um lado e aumentar do outro. Então essas são as nossas preocupações”.

Por outro lado, Cleonice também tratou dos financiamentos dos agricultores, pois os nossos agricultores familiares não terão condições de pagar seus financiamentos, custeio e investimentos. Ela enfatizou que se não for construída uma grande Frente em defesa da cadeia produtiva do leite no estado teremos a falência de milhares de famílias. “O que será do nosso estado? O que será da cadeia produtiva? O que será desses milhares de agricultores no estado do Rio Grande do Sul? A crise está estabelecida nos pequenos municípios. Eu espero que muitos Prefeitos acordem para a situação e se engajem nessa luta para fazermos uma grande ação. Até quando nós agricultores familiares vamos pagar para trabalhar?”

Os encaminhamentos da reunião para tratar da pauta levantada foram dois:

  1. Solicitação de agenda ao governador
  2. Reunião com a bancada Federal

Em seguida, uma Comissão  foi até o Palácio do Governo para protocolar um pedido de audiência com o Governador, no qual os membros foram recebidos pelo Secretário-Chefe da Casa Civil, o Sr. Fábio Branco que se comprometeu em construir uma agenda em conjunto com os secretários da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria da Agricultura, Secretaria da Fazenda e Casa Civil para dialogar com as entidades a pauta de reivindicações do setor.

Na reunião da direção, a Fetraf-RS definirá as próximas ações frente a crise.

 

Abaixo, registros das atividades da reunião.


LINKS ÚTEIS