Fetraf distribui leite em mobilização por políticas públicas

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 18 de outubro de 2017


A Fetraf-RS realiza, em 18 de outubro de 2017, distribuição de leite na principal avenida de Erechim-RS em atividade de mobilização devido à crise no setor com o baixo preço para o produtor. A crise se origina da perda de aquisição de renda da sociedade brasileira, com a economia em recessão, ocasionando uma diminuição de 20% do consumo do leite. Outro fator que leva à crise é que importamos muito de outros países, principalmente do Uruguai. Precisamos que o governo do Estado do Rio Grande do Sul revogue o decreto que facilita a importação de empresas de outros países.

Com a ação objetiva-se sensibilizar a sociedade e o governo no que condiz à crise do leite que os agricultores locais vêm enfrentando e, assim, conseguir avanços. A luta dos produtores de leite é para que o governo restabeleça cotas de importação do leite uruguaio. Pede-se que o governo compre leite da agricultura familiar via aquisição de leite pelo Governo Federal para formação de estoque (PAA) e alimentação escolar (PNAE) e reveja a questão dos decretos.

A Fetraf-RS crê na importância da produção local e se preocupa com as famílias que têm sua renda mensal vinculada à cadeia produtiva do leite. É preciso desenvolver medidas que remontem o preço adequado do produto.

Todas as políticas públicas relacionadas à agricultura familiar sofreram cortes ao que tínhamos de volume em 2017 e do que teríamos em 2018. Menos recursos e menos subsídios aumentam o custo de produção e prejudicam a renda do produtor principalmente em um cenário de crise econômica e diminuição do consumo dos produtos alimentícios produzidos pela agricultura familiar, numa falta de incentivo ao fomento da produção local.

O fim das políticas públicas que protegiam a agricultura familiar somado à redução do consumo com a crise econômica levou a uma queda drástica no valor do leite, o que prejudica o produtor e sua manutenção. Se a crise persistir, estima-se que mais 50.000 agricultores abandonarão a atividade – lembrando que outros 24.700 já deixaram a produção nos últimos anos.

Do governo espera-se que reveja os cortes que o orçamento federal prevê para a agricultura familiar em suas políticas públicas para 2018. Em nome dos agricultores, a Fetraf-RS reivindica que o governo reveja suas medidas e compre dos produtores locais. Também levanta-se o debate acerca do ICMS sobre o leite daqui, que pode ser reduzido. Pede-se, ainda, a suspensão dos decretos estaduais que favorecem a importação, valorizando os agricultores do leite no Rio Grande do Sul.


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