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SUTRAF-AU e UERGS realizam II Etapa do Curso de Formação de Mulheres

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 11 de julho de 2018


O Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF-AU) e a Unidade da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) em Erechim promoveram, nos dias 9 e 10 de julho, a segunda etapa do Curso de Formação de Mulheres. O curso aconteceu no Seminário Nossa Senhora de Fátima.
Com o tema “A evolução do Capitalismo e as consequências para as mulheres nessa sociedade desigual”, essa etapa da formação foi ministrada pela professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Leonice Aparecida Mourad.
O curso possui quatro etapas, sendo que a primeira ocorreu nos dias 24 e 25 de abril abordando o tema o “Sindicalismo e a participação social da mulher”. Para a coordenadora do Coletivo Regional de Mulheres do SUTRAF-AU, Juraci Zambon, é muito importante a participação das mulheres na sociedade, assim como necessária a organização para participar da vida sindical. “O resgate histórico nos dá mais elementos e nos qualifica para fazermos a disputa na sociedade pelo nosso espaço”, afirmou.
Conforme o coordenador geral do SUTRAF-AU, Douglas Cenci, é de suma importância essa parceria entre o Sindicato e a UERGS, possibilitando a capacitação e formação das mulheres Agricultoras Familiares. “A formação é uma ferramenta importante e necessária para os trabalhadores entenderem o momento que vivem, provoca indignação e gera ações necessárias para defendermos nossos direitos, fazer nossas lutas e garantir conquistas para categoria”, disse.
Participam do evento mais de 20 mulheres das diversas sedes municipais do SUTRAF- AU, que se organizam por meio dos Coletivos Municipais e Regional de Mulheres.

Fotos: Divulgação

Pedido de informação a respeito do FUNDOLEITE

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 11 de julho de 2018


A Fetraf-RS e a Unicafes/RS protocolaram na manhã de hoje, 11 de julho de 2018, um pedido de informações para o Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, que trata de 3 questões:
  1. Solicita informações sobre o montante de recursos disponíveis hoje no FUNDOLEITE;
  2. Pedimos informação de quem são as empresas que deixaram de pagar e estão inadimplentes;
  3. Pedido de informações para saber como vai ser dado prosseguimento ao convênio entre a Secretaria da Agricultura e o Instituto Gaúcho do Leite que está parado agora.

Sobre os três pontos dos quais solicitamos informações, o Coordenador Geral da Fetraf-RS, Rui Alberto Valença fala: “O valor que existe no FUNDOLEITE é um mistério, uma caixa preta da qual os movimentos sociais e cooperativas não sabem a quantia mesmo sendo membros do FUNDOLEITE então se quer ter conhecimento de qual é esse volume. Depois, o segundo ponto é importante porque temos uma lei aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa que determina que todas as empresas, cooperativas e indústrias do Rio Grande do Sul devem contribuir com o FUNDOLEITE e sabemos que muitas que não estão pagando. E, por fim, questionamos o convênio FUNDOLEITE/IGL pois o IGL tem uma função muito especial no Rio Grande do Sul que é de ajudar a produzir a política pública para a cadeia leiteira e não tem recursos, sendo que parte desses recursos deve vir justamente do FUNDOLEITE. Infelizmente, tivemos que partir para uma medida mais extrema, fazendo um pedido via ofício protocolado junto à Secretaria de Agricultura”.

Já Gervásio Plucinski, Presidente da Unicafes/RS, destaca que “Essa construção do FUNDOLEITE e da estratégia do IGL foi feita a várias mãos com a participação de todos os envolvidos na cadeia (desde cooperativas, indústrias, sindicatos). Então, parte de um processo de construção consensual aprovado de forma unânime na Assembleia Legislativa. A grande questão é que houve o envolvimento de toda a sociedade. Vários países foram visitados para conhecer como funciona e todos acordaram que o caminho era esse. O Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, por interesse de parte da composição deste conselho interrompeu este convênio com o IGL e hoje estamos vivendo uma grande crise no setor leiteiro, e essa crise poderia ser amenizada se tivéssemos o IGL e o FUNDOLEITE funcionando conforme foi a aprovação feita”.

Ao protocolar o documento, estavam presentes Ari Pertuzatti, Rui Alberto Valença, ambos da Fetraf-RS, e Gervásio Plucinski, da Unicafes/RS, conforme pode ser conferido nos registros fotográficos.

Nota de Pesar

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 8 de julho de 2018


A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), lamenta profundamente o falecimento de Amélia Festugatto Balen, na manhã deste domingo, 8 de julho. Dona Amélia é mãe do ex-coordenador geral da FETRAF-RS, Roberto Balen.

A FETRAF-RS, por meio de todos os seus associados lamenta essa perda, nesse momento difícil para todos os familiares e amigos.

Capacitação Sindical

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 6 de julho de 2018


Com a intenção de iniciar a Campanha de Sindicalização da Fetraf-RS e seus Sindicatos e Associações afiliados, está sendo realizada durante todo o dia de hoje (06 de julho de 2018) a primeira etapa do Curso de Formação em Aperfeiçoamento Argumentativo, em Passo Fundo/RS.

Com isso, esperamos que nossos Dirigentes tenham condição de expor melhor suas ideias e argumentar melhor as nossas propostas e, quando for necessário, estar apto para realizar as negociações com o Governo.

Nessa primeira etapa estamos contando com cerca de 80 participantes de todo o Rio Grande do Sul, um número expressivo e importante pois havia algum tempo que a Fetraf-RS não se propunha a realizar uma Campanha de Sindicalização e para isso precisamos nos qualificar e preparar.

A seguir, registros fotográficos do que está acontecendo por aqui:

Fetraf-RS participa do Seminário Regional do Leite

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 3 de julho de 2018


Está acontecendo no município de Ronda Alta/RS o Seminário Regional do Leite. Esta já é a quarta edição do evento, que visa fomentar e qualificar a cadeia produtiva do leite na região.

Confira registos de Vilson Alba seguidos da programação do evento:

A crise do leite e as perspectivas para a Agricultura Familiar

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 28 de junho de 2018


Seminário Estadual do Leite promovido pela FETRAF-RS e Unicafes-RS debateu sobres os desafios e ações para o fortalecimento da cadeia leiteira

As dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite foram debatidas no Seminário Estadual do Leite, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), e pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária Rio Grande do Sul (Unicafes-RS). O evento está ocorrendo nesta quinta-feira, 28 de junho, na sede da Federação dos Trabalhadores da Industria da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), em Porto Alegre.

A abertura do evento contou com a presença do coordenador Geral da FETRAF/RS, Rui Alberto Valença; com o presidente da Unicafes/RS, Gervásio Plucinski; o deputado estadual, Altemir Tortelli; o representante da CUT-RS, Reginaldo Silveira Rodrigues; o presidente da FTIA/RS, Paulo Madeira; e com o representante da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Osmar Redin.

Com o tema “Crise na cadeia produtiva do leite e as perspectivas para a agricultura familiar”, o evento iniciou com um painel sobre o quadro atual da cadeia produtiva do leite e os impactos dos últimos anos, com o assistente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries.

Conforme o coordenador geral da FETRAF/RS, são diversos os seminários promovidos pela Federação e seus sindicatos associados, que promovem a discussão para a melhoria da produção e comercialização de leite. “A cadeia do leite é a mais importante da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, porque é a cadeia que mais produz renda e que mais emprega pessoas. Para cada 1 bilhão movimentado em leite, são gerados cerca de 200 empregos, então são muitas pessoas envolvidas e que dependem dessa atividade”, afirmou.

Ainda conforme Valença, a crise do leite é consequência de problemas, como a importação do leite do Uruguai e Argentina, assim como a diminuição do consumo de leite no pais, e a necessidade reestruturação e o funcionamento da cadeia. “ Hoje não é a indústria e o agricultor familiar que mais fatura, e sim, o atacado, o supermercado que tem mais margem de lucro. Além disso, temos industrias multinacionais que entram na cadeia, sufocando as pequenas agroindústrias”, disse.

O segundo painel do Seminário abordou o cenário internacional, nacional, estadual e os desafios para cadeia produtiva do leite no estado, com o presidente do COOPLIB, professor Ernesto Enio Budke Krug, contando com o debatedor, representante do Grupo de Trabalho do Leite da Assembleia Legislativa, Milton Bernardes.

Fortalecer a Agricultura Familiar para o crescimento do campo

De acordo com o coordenador geral da Unicafes/RS, o momento atual na atividade leiteira, é resultante de um projeto que foi pensado para o campo, que beneficia grandes empresas e dificulta a competitividade para os pequenos produtores. “O problema acontece por um conjunto de políticas, como abertura do mercado para as grandes transacionais se instalarem, que acabam recebendo recursos públicos para se instalar aqui e com isso se tornam mais competitivos que os produtores”, disse.

Para Plucinski, o grande desafio é o resgate do debate sobre a população do meio rural, com o fortalecimento da agricultura familiar. “Queremos um meio rural com gente, nosso projeto de desenvolvimento passa por pessoas produzindo alimentos no campo e não com um deserto no campo, com pouca gente produzindo para grandes empresas e em grandes quantidades com um modelo de agrotóxico. Precisamos de políticas públicas para ajudar o agricultor a continuar no campo e para que mais pessoas venham para o meio rural”, destacou.

O Seminário Estadual do leite é promovido pela FETRAF/RS e Unicafes/RS com apoio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Fotos:  Maytê Ramos Pires e  Ronan Dannenberg

FETRAF-RS e Unicafes promovem Seminário Estadual do Leite

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 27 de junho de 2018


A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF/RS), juntamente com a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) promovem, nesta quinta-feira, 28 de junho, o Seminário Estadual do Leite. Com o tema “Crise na cadeia produtiva do leite e as perspectivas para a agricultura familiar”, o evento acontece na sede da Federação dos Trabalhadores da Industria da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), em Porto Alegre.

A programação inicia as 9h30min com um Painel sobre o quadro atual da cadeia produtiva do leite e os impactos dos últimos anos, com o assistente técnico da Emater/RS, Jaime Eduardo Ries.

O segundo Painel abordará o Cenário internacional, nacional, estadual e os desafios para cadeia produtiva do leite no estado, com o presidente do COOPLIB, professor Ernesto Enio Budke Krug, contando com o debatedor o engenheiro agrônomo, Milton Bernardes. No turno da tarde o debate continua com propostas concretas e planejamento da FETRAF/RS e Unicafes. “ É muito importante a participação de todos no evento, para que possamos analisar e discutir ações para a cadeia leiteira”, disse o coordenador geral da FETRAF/RS. Rui Alberto Valença.

O Seminário Estadual do leite é promovido pela FETRAF/RS e Unicafes com apoio da Assembleia Legislativa do Estado.

 

 

Plano Safra da Agricultura Familiar é um descaso

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 27 de junho de 2018


O Governo Federal anunciou em 26 de junho de 2018 o novo Plano Safra para a Agricultura Familiar, como já era esperado pela Fetraf-RS, sem nenhuma novidade considerável, pois o mesmo aumenta o valor de R$ 30 bilhões para R$ 31 bilhões e reduz a taxa de juros de 5,5% para 4,6%, medida essa que beneficia os agricultores que acessam maiores valores.

O aumento de R$ 1 bilhão nem chega a repor a inflação do período de junho de 2017 para junho do ano corrente, se compararmos ao que diminuiu a taxa Selic o Governo teria condições de baixar mais a taxa de juros. Questões importantes como recursos para a assistência técnica, compras institucionais, programas de aquisição de alimentos e crédito fundiário não foram contemplados especificamente.

No entendimento da Fetraf-RS, o crédito é importante, porém não sozinho. Ele precisa de políticas públicas e programas que complementem a viabilidade das unidades de produção da Agricultura Familiar.

O que temos observado nos últimos anos é que existe uma diferença muito grande entre o anunciado e o executado. Isso acontece pelo fato de o Governo e as instituições financeiras burocratizarem, cada vez mais, o acesso da Agricultura Familiar.

 

SUTRAF AU presta homenagem a Paulina Balen

Por Assessoria de Imprensa
Publicada em 21 de junho de 2018


O Sindicato dos trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF- AU) prestou homenagem a Paulina Pagliari Balen na noite de terça-feira, 19 de junho. O ato contou com a presença de inúmeras lideranças políticas, sindicais e religiosas da região, além de amigos e familiares da homenageada.

Paulina Pagliari Balen foi uma liderança comunitária, religiosa, sindical e política no município de Aratiba e na região do Alto Uruguai nas décadas de 1970 a 1990. Agricultora familiar nascida em 1947, foi brutalmente assassinada em 1996 pela sua luta em favor de justiça social, das bandeiras como aposentadoria para as mulheres, pela sua militância junto às entidades. Crime até hoje nunca esclarecido pela Justiça.

A homenagem iniciou com a denominação da turma do Curso de Formação que está em andamento e que decidiu usar o nome: Turma Paulina Pagliari Balen. O Curso está sendo desenvolvido em 8 módulos ocorrendo entre 2018 e 2019. Conforme o coordenador geral do SUTRAF-AU, Douglas Cenci, essa denominação se deu pelo histórico de luta de Paulina, uma mulher à frente do seu tempo na época.

Familiares emocionaram-se com a homenagem

Participaram da homenagem o marido de Paulina, Zelindo Balen, seus filhos Marcia Balen (residente de Erechim) e Silvio Balen (residente em Chopinzinho- PR), além de dois netos e uma irmã. A terceira filha de Paulina que reside no Acre não pôde se fazer presente, assim como demais integrantes da família.

O evento contou com um resgate histórico realizado pelos integrantes da turma e por amigos do município de Aratiba e região, que cantaram canções da época, explanaram opiniões políticas. Além disso, foi entregue um mimo aos familiares presentes. “Isso ajuda a confortar a dor da família que ainda persiste e nos anima também pelo reconhecimento da luta que ela fez em favor de todos. Mesmo não sendo beneficiada pela aposentadoria rural, ela lutou pela causa e de todas as mulheres. Hoje muitas mulheres colhem os frutos da Luta de Paulina e outras pessoas que tombaram em defesa dos nossos direitos”, disse na homenagem a filha Márcia.

O coordenador do SUTRAF- AU também agradeceu as presenças e disse ser um momento propício para homenagem, um reconhecimento à sua luta e o legado deixado a todos. “O SUTRAF é filho da luta histórica de muitos companheiros e companheiras. Paulina foi uma pessoa destacada que, mesmo com limitações financeiras, nunca se omitiu de fazer algo a mais do que estivesse ao seu alcance. O exemplo dela e seu assassinato deve nos indignar e inspirar a continuar a luta em defesa da Agricultura Familiar. Nosso reconhecimento significa que os sonhos de Paulina continuarão sendo sonhados e colocados em prática por cada dirigente do SUTRAF, por cada membro da turma e de cada um que conviveu com ela”, finalizou.

Conheça a história de Paulina Pagliari Balen

• Nasceu em Linha Auxiliadora – Aratiba em 27 de dezembro de 1947; casou-se com Zelindo Balen. Teve 4 filhos: Mauro (in memória), Marcia, Silvio e Simone. Teve 6 netos;
• Forte atuação na Igreja Católica, por meio da militância na liturgia dominical e catequese e no trabalho cotidiano junto à comunidade;
• Participou ativamente na fundação e atuação do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais de Aratiba e do Alto Uruguai, lutando pelos direitos da mulher, especialmente a aposentadoria rural;
• Atuou ativamente junto ao Sindicato local, lutando pela saúde e ajudando na articulação e compra do Hospital de Aratiba;
• Atuou na fundação do Partido dos Trabalhadores em Aratiba, sendo a primeira candidata mulher no município. Fez 136 votos em 1988, fazendo campanha a pé, enfrentando o preconceito por ser mulher e a guerra ideológica na época contra o PT;
• Aos 39 anos perdeu seu filho Mauro José com apenas 16 anos de idade, um golpe violento para quem sempre fez o bem à comunidade. Mesmo assim não desanimou;
• Em 08 de outubro 1996 sua vida foi brutalmente interrompida por um assassinato até hoje não explicado;
• 29 de dezembro de 1997, a família teve a casa queimada.
Fotos:  Kellin Biazi